O meu coração
Afoga-se em seu próprio sangue
Não coagulado
Sinal de que ainda está vivo
A existência solitária de cada dia
Vai o matando aos poucos
O eu e você não existe
Nunca existiu
O triste momento de escrever
Só me presencia de mim mesma
Vou me conhecendo
Só me conhecendo e mais nada
Não conheço o interior de ninguém em especial
Só o meu
Quase coagulado
E rígido
Sedimentado com o cimento seco da solidão
Quando tudo cair novamente
Os meus passos vão parar
De seguir pelas ruas
E vão seguir
Pela crise de existência
Que voltará a me atormentar
Tenho que parar de seguir
Sem caminho demarcado
Sem caminho acompanhado
Tenho que parar de sentir
Falsos acompanhados Jaqueline Riquelme
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